Ciranda de nós

Eu somos nós. De gritos, de dores, prazeres, amores e vozes que vazam em nós. Não existe indivíduo. Tudo é coletivo.

Sexta-feira, Agosto 22, 2008

Índice onomástico

Índice onomástico

I ___Antônio do Patrocínio Oliveira________________1834
____Maria da Conceição Camargo Oliveira__________1837
____José Sessentino Camargo Oliveira______________1856
____Maria Aurélia Camargo Oliveira_________________1858
____Teófilo Horácio Camargo Oliveira_______________1861
II___Teresa Cristina Sousa de Oliveira_______________1859
____Maria Aurélia Sousa de Oliveira________________1871
____Rodrigo Horácio Sousa de Oliveira______________1874
Rodolfo Joaquim Sousa de Oliveira 1877
Rafael Antônio Sousa de Oliveira 1879
Carolina Aurélia Sousa de Oliveira 1881
III Marcos Vinícius da Silva 1880
Graziela Maria de Oliveira e Silva 1903
José Sessentino de Oliveira e Silva 1907
Sônia Aparecida de Oliveira e Silva 1910
IV Francisco Baltazar de Almeida Berh 1918
Francisca Aurélia Silva Berh 1936
Ana Maria Silva Berh 1939
José Horácio Silva Berh 1943
Maria Almeirinda Silva Berh 1945
Osias Francisco Silva Berh 1949
V Almeirinda Maria Cardoso Berh 1947
Olavo Cardoso Berh 1971
Márcia Maria Cardoso Berh 1974
VI Fernando Alves 1970
Virgínia Berh Alves 2001
Maria Aurélia Berh Alves 2004
Encarnação Berh Alves 2008



é...
na verdade, somos todos minorias...

infância perdida
o almanaque de agosto do chico bento - o primeiro que eu compro da editora panini e também o primeiro em muito tempo - começa com um rico apanágio dos dias atuais. na página que antecede a seleta de histórias do gibi, uma pequena introdução pede desculpas pelas cenas politicamente incorretas que vão se desenrolar aos olhos da nova - e pobre - geração. triste ironia, as cenas se passam na aventura "a infância perdida da professora".

diz a introdução: "a historinha 'a infância perdida...' foi criada em outros tempos, quando certos comportamentos não eram julgados com tanta seriedade! por isso, o nhô lau aparece dando tiros de sal no chico, que, por sua vez, 'rouba' goiabas! claro que, hoje, o nhô lau não faz mais isso, embora o chico continue 'pegando' goiabas sem autorização..."

eu me assusto, releio, tento entender e concluo que é a desgraça dos novos tempos, não tem jeito, o odor dessa época em que confusamente convivem um neoliberalismo-que-sai-na-caras e um neopaternalismo estatal que cria leis secas e estampa com câncer maços de cigarro - talvez como forma de compensar sua impotência na economia, o estado busque justamente deixar sua marca no campo da moral. e me conformo com o eufemismo tucaneiro do final das aspas, aceitando-o como desfecho perfeito para um momento tão deprimente... mas não era o fim. não ainda. ao lado, na contra-capa, um outro susto arremata a cena. um anúncio indecentemente promete sabor em biscoitos sem gordura trans.

eu já não sei se ainda devo ter filhos.
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