uma história de carnaval
"ao chegar ao local de empenho, deparamo-nos com a vítima acompanhada de seu amásio. relatou que estava caminhando com seu amásio em direção ao local onde estão hospedados, quando foi abordada por dois indivíduos que, em tom ríspido, exigiram dela seus pertences. os indivíduos proferiram os seguintes dizeres: 'vou dar pipoco'. ordenou que eles ficassem calados e tomaram os pertences somente da env 01, vítima. a env 01 relatou que foram levados os seguintes objetos: 01 bolsa de palha; aproximadamente 30 reais; 01 celular da marca nokia, o modelo a env 01 desconhecia; 01 cartão de estudante da usp; 01 cartão vale-refeição; 01 cartão unibanco; 01 câmera digital; 01 cartão de memória; 01 capa para câmera digital preta. o modelo e a marca da câmera não foram informados. foi realizado rastreamento em busca dos autores, contudo, não foram localizados, continuando a rastrear durante todo turno."
(ouro preto, 19/02/2007)
lição de casa
para pesquisar: uma amiga que viajou pela bolívia e chile ouviu de alguém, neste último país, que os índios aymaras não se misturaram muito aos brancos porque ofereciam forte resistência ao contato com o colonizador. já um amigo historiador contou que, na década de 1870, houve um genocído de índios na argentina e outros pedaços da américa do sul, o que pode explicar o tipo de relação que houve e há entre brancos e índios e a razão de eles serem - aparentemente - pouco numerosos em buenos aires. pelo google, pelo menos, é difícil chegar a uma conclusão. dá apenas para dizer, com certeza, que os índios compõem a massa falida da capital.
mais uma pista, da matéria "bolívia - a luta para ser uma nação", publicada pela revista "história viva": "porém, a exploração desses recursos não se desvinculou do padrão vigente no período colonial. exploradas por empresas diretamente ligadas a setores estrangeiros, responsáveis pela demanda desses recursos, essas atividades abasteciam uma elite demograficamente restrita e com nítida filiação étnica. a elite criolla, formada por gente nascida nas colônias e por descendentes de espanhóis, conservou a hegemonia política e econômica do país, e o conduziu a um sistema excludente, no qual a população indígena e chola (mestiços de classe média baixa) era mantida como mão-de-obra barata ou em sistemas como a pongueaje (prestação de serviços não remunerada, devida pelas comunidades indígenas aos proprietários das terras)".